Quer ler artigos interessantes e completos sobre João Cândido, e outros assuntos históricos?
Então visite o blog http://www.blogfaxineirosdahistoria.blogspot.com/. A autora, Prof. Simone é super criteriosa e detalhista na elaboração dos textos, além de buscar fontes documentais e muitas imagens. Vale a pena conferir.
Tem um texto excelente sobre o Príncipe Custódio, que viveu em Porto Alegre e teve papel de grande influência na política regional no início do século XX.
Tem que conferir!!
Boa Leitura
quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
8 de março - Dia Internacional da Mulher
Em 1910 foi instituido o dia 8 de março como dia internacional da mulher. Nessa época, com toda a certeza, a mulher ainda era vista como alguém subalterno, que, na melhor das hipóteses devia explicações e obediência aos homens. Conheço mais de uma versão sobre o significado do 8 de março: uma conta a história das mulheres queimadas durante um protesto na fábrica nos EUA e outra diz que o dia já era uma data reconhecida junto às trabalhadoras russas. Afora as divergêncais sobre o 8 de março, definitivamente as mulheres merecem o reconhecimento de sua importância na construção da história da humanidade, e em comemoração a esse dia conto aqui trechos da história de Miriam Makeba.
Zenzile Miriam Makeba nasceu em 4 de março de 1932, em Joanesburgo - África do Sul. Cantora sul-africana, misturava em sua música ritmos tradicionais africanos com o blues americano. Ativista contra o apartheid, mudou-se para a Europa nos anos 60 e posteriormente para os EUA. Em 1966 ganhou o Prêmio Grammy, juntamente com Harry Belafonte (cantor e ator norte-americano, ativista pelos direitos civis nos EUA). Em 1963, foi considera apátrida pelo governo do apartheid. Seu discos foram banidos do país e perdeu sua nacionalidade e o direito de regressar à África do Sul. Mudou-se com o marido Stokely Carmichael (participante do movimento Panteras Negras) para a Guiné, onde em 1980 chegou a servir como delegada da ONU. Em 1985 perdeu sua única filha e mudou-se para a Bélgica, de onde saiu em 1990 para regressar à África do Sul, agora à pedido do Presidente Nelson Mandela. Morreu em 10 de novembro de 2008.
Makeba é apenas uma parte das histórias de coragem e de luta das mulheres contra o apartheid. Perdeu seu país, tornou-se apátrida, mas provavelmente não sofreu tanto quanto outras que morreram nas mãos do regime sul-africano.
No entanto, sua música levou o grito das mulheres caladas pelo apartheid a várias partes do mundo. Foi uma artista sensacional, cantando a alma da África. Por isso, nessa data, muito mais do que sofrimento quero lembrar das maravilhas culturais da África.
Canção Hino da Frelimo
Nkosi sikelel' iAfrika, hino do Concresso Africano, com Paul Simon e Ladysmith Black Mambazo
quarta-feira, 2 de março de 2011
História Geral da África
A grande coleção História Geral da África, organizada e publicada pela UNESCO a partir dos anos 70 está toda traduzida para o português e disponível, grátis, no site da UNESCO e do MEC. Essa é realmente uma notícia extraordinária. Coleção já esgotada há algum tempo, muito difícil de encontrar em livrarias e sempre com preço alto, agora está disponível para download, totalmente grátis. Essa é daquelas notícias que dá prazer em comentar, e um grande passo do MEC para a universalização do conhecimento sobre a África. É daquelas iniciativas que podem melhorar muito a aplicação da Lei 10.639/03.
http://www.cultura.gov.br/site/2010/12/09/historia-geral-da-africa/
O que torna essa coleção tão importante e imprescindível para qualquer um que pretenda entender um pouco mais dessa questão, é que ela foi coordenada por um conselho onde 2/3 dos componentes eram africanos. Além disso boa parte dos textos são escritos por pensadores desse continente e buscam romper com antigos dogmas. É acima de tudo um relato do ponto de vista africano.
Uma das preocupações da obra é mostrar a importância civilizatória dos africanos, que, ao serem sequestrados e enviados a outros continentes levaram consigo um conjunto de tecnologias próprias que ao se misturar com culturas locais criaram as condições para formar o que são hoje as sociedades modernas.
Não deixe de ler, mesmo que seja aos pouquinhos, afinal são mais de 10.000 páginas de informação.
http://www.cultura.gov.br/site/2010/12/09/historia-geral-da-africa/
O que torna essa coleção tão importante e imprescindível para qualquer um que pretenda entender um pouco mais dessa questão, é que ela foi coordenada por um conselho onde 2/3 dos componentes eram africanos. Além disso boa parte dos textos são escritos por pensadores desse continente e buscam romper com antigos dogmas. É acima de tudo um relato do ponto de vista africano.
Uma das preocupações da obra é mostrar a importância civilizatória dos africanos, que, ao serem sequestrados e enviados a outros continentes levaram consigo um conjunto de tecnologias próprias que ao se misturar com culturas locais criaram as condições para formar o que são hoje as sociedades modernas.
Não deixe de ler, mesmo que seja aos pouquinhos, afinal são mais de 10.000 páginas de informação.
Re Começo....
Bom retorno à todos!
Que em 2011, cada vez mais, um sentimento de igualdade permeie todo o ambiente escolar. É na escola que iniciamos a construção de um mundo mais justo, mais humano, mais igualitário. Enfim, o mundo onde queremos viver.
" A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."
Nelson Mandela
Que em 2011, cada vez mais, um sentimento de igualdade permeie todo o ambiente escolar. É na escola que iniciamos a construção de um mundo mais justo, mais humano, mais igualitário. Enfim, o mundo onde queremos viver.
" A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo."
Nelson Mandela
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Homem Invisível
" Eu sou um homem invisível. Não, eu não sou um fantasma como aqueles que perseguem Edgar Alan Poe; tampouco sou um ectoplasma do cinema hollywoodiano. Sou um homem de substância, de fibra e de líquidos, e pode-se dizer que possuo até mesmo uma alma. Eu sou invisível, entendam, simplesmente, porque as pessoas se recusam a me ver."
Ralph Elisson
Esse texto dispensa até comentários. Explica-se por si só. É exatamente o que o preconceito gera e que precisa ser quebrado: A invisibilidade das pessoas. O preconceito, de qualquer tipo, não dá voz, não dá espaço para apresentação, a vítima não tem como se defender. Afinal, é invisível.
Ralph Elisson publicou "O homem invisível" em 1952, tratando justamente da questão da identidade do homem negro americano.
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